Os Controles Mais Bizarros dos Anos 80 e 90

Os Controles Mais Bizarros dos Anos 80 e 90

Hoje estamos acostumados com controles sem fio, sensores de movimento, realidade virtual, telas sensíveis ao toque e até comandos por voz. Mas chegar até aqui foi uma longa viagem cheia de ideias estranhas, experimentos improvåveis e acessórios que pareciam ter saído de um filme de ficção científica.

Durante os anos 80 e 90, fabricantes de consoles tentaram descobrir novas maneiras de fazer o jogador interagir com os games. Algumas ideias funcionaram. Outras foram esquecidas. E algumas simplesmente pareciam boas demais no papel.

Neste artigo, vamos relembrar alguns dos controles e acessórios mais curiosos daquela época, incluindo alguns que eu só conheci pelas revistas de videogame que lia quando era adolescente.

1. Eu conheci essas bizarrices pelas revistas

Eu nunca tive um Power Glove, um Super Scope ou qualquer outro daqueles acessĂłrios caros que apareciam nas revistas de videogame.

Naquela época, videogame era um artigo caro para a minha realidade. Eu acompanhava as novidades principalmente pelas revistas, olhando aquelas fotos e imaginando como deveria ser jogar com equipamentos tão diferentes.

Eu só fui conseguir meu primeiro videogame depois, por volta dos 14 ou 15 anos, quando consegui meu primeiro trabalho formal. Eu ajudava em casa e, mesmo com todas as dificuldades da época, consegui comprar um SuperGame, um daqueles clones do Nintendinho que eram muito mais acessíveis.

Hoje é fåcil olhar para aqueles controles e achar tudo engraçado. Mas é importante lembrar que, naquela época, muitas dessas ideias pareciam realmente futuristas.

2. Power Glove: o controle que parecia ter vindo do futuro

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O Power Glove provavelmente Ă© um dos acessĂłrios mais famosos dessa lista.

Lançado para o NES no final dos anos 80, ele era uma luva que prometia transformar os movimentos da mão em comandos dentro do jogo. Para quem estava acostumado a apertar botÔes em um controle tradicional, aquilo parecia revolucionårio.

O problema Ă© que transformar uma ideia futurista em algo realmente preciso era muito mais complicado.

O sistema utilizava sensores ultrassĂŽnicos para tentar identificar a posição da mĂŁo e os movimentos realizados pelo jogador. Na prĂĄtica, a experiĂȘncia podia ser difĂ­cil de dominar e bastante imprecisa.

Mesmo assim, o Power Glove acabou se tornando um símbolo daquela época e continua sendo lembrado justamente por representar uma tentativa ousada de mudar a maneira como jogåvamos.

3. Super Scope: jogar com uma bazuca na sala

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Se o Power Glove queria transformar sua mĂŁo em um controle, o Super Scope resolveu fazer outra coisa: transformar o jogador praticamente em um soldado armado dentro da sala.

O acessĂłrio do Super Nintendo tinha o formato de uma grande bazuca e utilizava tecnologia de mira para interagir com jogos compatĂ­veis.

Visualmente, era impressionante. O problema era que o equipamento era grande, utilizava baterias e tinha uma utilização bastante específica.

Mesmo assim, ele representa muito bem uma caracterĂ­stica daquela geração: a tentativa de tornar o videogame cada vez mais parecido com uma experiĂȘncia fĂ­sica.

Hoje temos controles com giroscópio, sensores de movimento e realidade virtual. Naquela época, colocar uma espécie de bazuca no colo jå era considerado tecnologia de ponta.

4. U-Force: jogando sem encostar no controle

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O U-Force Ă© um daqueles acessĂłrios que parecem absurdos quando vistos hoje, mas que tinham uma proposta bastante interessante.

Lançado para o NES, ele utilizava sensores infravermelhos para detectar os movimentos das mãos do jogador.

Em vez de ficar segurando um controle convencional, o jogador movimentava as mãos sobre os painéis do acessório.

A ideia era transformar movimentos fĂ­sicos em comandos dentro do jogo. É praticamente uma versĂŁo extremamente antiga daquilo que dĂ©cadas depois se tornaria comum em controles com sensores de movimento.

O grande problema, novamente, era a precisão. A tecnologia disponível na época ainda estava muito longe do nível de reconhecimento de movimentos que temos atualmente.

Mesmo assim, o U-Force Ă© um excelente exemplo de como a indĂșstria jĂĄ tentava descobrir uma maneira de eliminar a necessidade de apertar botĂ”es.

5. Sega Activator: o controle que ficava no chĂŁo

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O Sega Activator levou a ideia de controle por movimento para outro nĂ­vel.

Em vez de colocar o acessório nas mãos, o jogador precisava ficar em pé dentro de uma estrutura octogonal colocada no chão.

O equipamento utilizava feixes infravermelhos para detectar movimentos do corpo e transformĂĄ-los em comandos.

A proposta era especialmente interessante para jogos de luta. Em teoria, vocĂȘ poderia realizar movimentos com o corpo e fazer o personagem responder a eles.

Na pråtica, a tecnologia apresentava limitaçÔes e exigia bastante adaptação do jogador.

Mas existe algo interessante nessa ideia: muito antes dos controles modernos de movimento, alguém jå estava tentando transformar o próprio corpo inteiro em um controle.

6. Roll & Rocker: quando o controle virou uma plataforma

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O Roll & Rocker tinha uma proposta ainda mais diferente: transformar o movimento do jogador em comandos por meio de uma plataforma que podia ser inclinada.

Em vez de simplesmente apertar botÔes, a ideia era controlar determinadas açÔes movimentando o corpo sobre a plataforma.

É o tipo de acessĂłrio que hoje parece uma experiĂȘncia de videogame experimental, mas que mostra como os fabricantes estavam dispostos a testar praticamente qualquer ideia para encontrar uma nova forma de interação.

O curioso é perceber que muitos conceitos que pareciam estranhos naquela época acabaram reaparecendo anos depois com tecnologias muito mais avançadas.

7. O que todos esses controles tinham em comum?

Apesar de serem completamente diferentes, todos esses acessórios tinham praticamente a mesma ambição: fazer o jogador interagir com o videogame de uma maneira diferente do tradicional joystick.

  • Power Glove tentava transformar movimentos da mĂŁo em comandos.
  • Super Scope levava uma experiĂȘncia de tiro para dentro da sala.
  • U-Force tentava reconhecer movimentos sem exigir contato fĂ­sico direto.
  • Sega Activator utilizava o corpo inteiro como forma de controle.
  • Roll & Rocker transformava inclinação e movimento em comandos.

O interessante Ă© perceber que a indĂșstria nĂŁo chegou diretamente aos controles modernos. Foram necessĂĄrias dĂ©cadas de tentativa e erro.

8. A tecnologia era limitada, mas a imaginação não

É fácil olhar para esses acessórios atualmente e pensar que alguns deles eram completamente malucos.

Mas precisamos lembrar que os desenvolvedores trabalhavam com limitaçÔes tecnológicas enormes quando comparadas ao que temos hoje.

NĂŁo existiam smartphones com sensores extremamente precisos, cĂąmeras capazes de interpretar movimentos em tempo real ou processadores baratos capazes de executar algoritmos complexos.

Mesmo assim, alguém precisava começar.

Esses experimentos ajudaram a criar uma cultura de inovação que continuou durante as geraçÔes seguintes de consoles.

9. Hoje temos controles muito mais sofisticados

O curioso Ă© comparar aqueles acessĂłrios com os controles que podemos encontrar atualmente.

Hoje existem controles que funcionam por Bluetooth, conexão USB, sensores de movimento, giroscópio, acelerÎmetro e diferentes modos de comunicação.

Um exemplo interessante para quem gosta de jogar no PC ou Xbox Ă© um controle moderno com diferentes modos de conexĂŁo.

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A diferença é que atualmente essas tecnologias estão muito mais maduras. O jogador não precisa mais aprender a conviver com sensores extremamente imprecisos para simplesmente movimentar um personagem.

10. E se vocĂȘ quiser voltar aos videogames clĂĄssicos?

Uma das coisas mais interessantes da nostalgia gamer é que hoje ficou muito mais fåcil revisitar os jogos que fizeram parte daquela época.

Os consoles retrĂŽ modernos conseguem reunir milhares de jogos antigos em equipamentos pequenos que podem ser conectados diretamente Ă  televisĂŁo.

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Para quem cresceu com consoles antigos, Ă© uma maneira interessante de voltar a jogar sem precisar procurar e manter toda a estrutura original dos anos 80 e 90.

11. Os controles modernos também entraram na onda da nostalgia

A nostalgia nĂŁo ficou restrita aos consoles retrĂŽ.

Até controles modernos passaram a receber ediçÔes especiais inspiradas em personagens, filmes, quadrinhos e franquias conhecidas.

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Isso mostra como o controle deixou de ser apenas uma ferramenta para jogar e também passou a fazer parte da identidade do jogador.

12. E existem opçÔes para quem quer uma experiĂȘncia ainda mais retrĂŽ

Outra alternativa para quem gosta de reunir muitos jogos clĂĄssicos em um Ășnico equipamento sĂŁo os mini consoles retrĂŽ.

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O interessante Ă© que hoje podemos ter acesso a uma quantidade enorme de jogos utilizando equipamentos muito menores do que os consoles originais.

13. SerĂĄ que esses controles eram realmente tĂŁo ruins?

Essa Ă© uma pergunta interessante.

Alguns desses acessórios realmente tinham problemas de precisão, limitaçÔes técnicas ou pouca quantidade de jogos compatíveis.

Mas chamar todos simplesmente de fracasso seria ignorar uma parte importante da histĂłria dos videogames.

Esses produtos serviram como experiĂȘncias. Muitas ideias nĂŁo funcionaram naquele momento, mas conceitos semelhantes reapareceram posteriormente com sensores, processadores e sistemas de reconhecimento muito melhores.

O que parecia uma maluquice nos anos 80 ou 90 poderia ser apenas uma tecnologia que chegou antes da hora.

14. A nostalgia também estå naquilo que nunca tivemos

Para mim, existe uma parte ainda mais curiosa nessa histĂłria.

Eu nĂŁo tive esses acessĂłrios. NĂŁo tive Power Glove, Super Scope, U-Force ou Sega Activator.

Eu conhecia muitos deles apenas pelas revistas, vendo aquelas fotos e imaginando como seria ter um daqueles equipamentos em casa.

Naquela época, videogame era um luxo. Conseguir um simples console jå era uma conquista.

Talvez seja justamente por isso que essas lembranças ficaram tĂŁo marcadas. Quando vocĂȘ nĂŁo pode ter alguma coisa, acaba imaginando muito mais sobre ela.

E quando olha para trås décadas depois, percebe que aquelas revistas, aqueles consoles simples e aquelas tecnologias estranhas também fazem parte da história de quem cresceu naquela época.

15. ConclusĂŁo: antes dos controles modernos, vieram muitas ideias malucas

O Power Glove, o Super Scope, o U-Force, o Sega Activator e o Roll & Rocker podem parecer estranhos quando analisados com os olhos de hoje.

Mas existe algo muito legal por trås de todos eles: alguém precisou tentar.

Antes dos controles modernos, dos sensores precisos, dos jogos de realidade virtual e das experiĂȘncias de movimento, existiram muitos acessĂłrios experimentais que tentaram descobrir como seria o futuro dos videogames.

Alguns deram certo. Outros não. Alguns viraram peças de colecionador. E outros acabaram sendo lembrados justamente por serem tão diferentes.

Eu, particularmente, gosto de olhar para essas coisas com uma mistura de nostalgia e curiosidade. Afinal, naquela época, só de ver uma foto de um Power Glove em uma revista jå era suficiente para imaginar que o futuro dos videogames tinha chegado.

E talvez essa seja a parte mais divertida da tecnologia: algumas ideias precisam fracassar para que outras finalmente funcionem.

E vocĂȘ, qual desses controles gostaria de experimentar?

Se vocĂȘ viveu essa Ă©poca, provavelmente tambĂ©m lembra de algum acessĂłrio estranho que aparecia nas revistas ou nas lojas de videogame.

Conte nos comentĂĄrios qual desses controles vocĂȘ conhecia e se chegou a usar algum deles. E se vocĂȘ gosta de videogames retrĂŽ, vale a pena compartilhar este artigo com aquele amigo que tambĂ©m viveu a Ă©poca dos consoles de 8 e 16 bits.

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Se vocĂȘ viveu alguma dessas experiĂȘncias ou conhece outro controle bizarro que deveria aparecer nesta lista, deixe sua sugestĂŁo nos comentĂĄrios.

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