Street Fighter : Sakura Ganbaru - Uma linda história de ação


Games sempre sofrem quando são adaptados para outras mídias, principalmente os jogos de luta, que tem diversos personagens com histórias próprias, que às vezes se cruzam e às vezes não. Street Fighter foi um desses que também sofreu quando os americanos colocaram as mãos na obra, porém, é um dos poucos títulos que teve animes incríveis, além de duas séries em mangá, cujo a segunda, intitulada Sakura Ganbaru, fez com que eu me apaixonasse pela história da personagem, que confesso nunca ter dado trela.

Ao encontro do mais forte


No primeiro volume, Sakura é uma colegial que decidiu entrar para o mundo das lutas de rua, por causa de Ryu, um lutador que Sakura chama de "Aquela pessoa". Esse caminho uniu a menina com Dan Hibiki, outro lutador de rua que domina técnicas parecidas com as de Ryu. 

Mais tarde, Karin, uma das lutadoras mais ricas da escola, desafia Sakura e perde. A derrota faz com que ela convide Sakura para lutar em seu torneio pessoal, realizado no bairro inteiro. Mas o torneio atrai alguém inesperado, o lutador conhecido como Ken Masters. Como já esperado, Sakura enfrenta Ken na final, perdendo de maneira honrada e ganhando o troféu de segundo lugar.

No final, todos os lutadores vão almoçar na casa de Sakura, fazendo com que os pais da menina aceitem melhor esse estilo de vida.


No segundo volume, Sakura vende o troféu que ganhou para viajar no feriado para Hong Kong com Dan, afim de procurar Ryu. Logo de início, os dois acabam em um ringue ilegal, onde Dan tem que enfrentar ninguém menos que Balrog, e Sakura é presa como escrava sexual.

Sakura consegue escapar derrubando a porta com o Hadouken, e quando estava quase sendo morta pelo chefe do lugar, é salva por ninguém menos que Chun li, disfarçada como membro da organização.

Mais tarde, Dan, Sakura e Chun li vão atrás de Ryu e acabam cruzando o caminho de Gen, um lutador  extremamente habilidoso que estava no encalço de uma arma viva, que estava fugindo da "Organização". Depois de lutar contra Chun Li, Gen luta contra Sakura, que impressiona o cara com o seu Hadouken, já que ele acreditava que tal técnica corromperia seu usuário. Isso fez com que ele mudasse a expressão e desistisse da luta. No final, a tal arma fugitiva se une ao grupo, e mais tarde, Sakura a apelida de Cammy.

Juntos, eles seguem para a Rússia, atrás do "herói nacional" que treinou Cammy, o lutador conhecido como Zangief. Depois de uma luta entre Zangief, Sakura e Cammy (que tem um desfecho bem emocionante), elas conseguem a informação de que alguém na Tailândia sabe sobre Ryu.



A partir daqui, apenas Sakura e Dan Hibiki seguem viagem. Quando chegam na Tailândia, eles encontram Sagat, que diz que Ryu está em um castelo no interior do Japão (Nessa hora eu pensei: "Tanta volta para voltar para o Japão?!"), porém, Sakura tem que voltar sozinha, já que Dan quer enfrentar Sagat por causa de seu pai. 

Sakura vai até a região onde está o tal castelo, pegando um ônibus que foi colocado lá pela Karin. Quando finalmente se encontra com Ryu, derramando lágrimas de emoção e deixando o cara a ver Navios, ela o desafia. O mangá acaba com uma Sakura já adulta, trabalhando como professora de educação física, sendo procurada por Ryu para um outro combate (e provavelmente sendo demitida por justa causa, já que eles lutam dentro da escola e durante a aula).

Vale ou não a pena?


Como eu disse no começo, não é fácil adaptar jogos de luta, pelo menos, sem descaracterizar demais. Animes sempre tiveram um histórico melhor do que Hollywood, principalmente Street Fighter e esse sucesso se repetiu no mangá. Tive a sensação de estar jogando com a Sakura, mas com uma participação maior de outros personagens. Sem contar que achei uma delícia acompanhar a personagem nessa jornada de autoconhecimento e amadurecimento, até alcançar seu objetivo.

Ah, e não posso esquecer que o Blanka também aparece, só para apanhar, mas aparece bem rápido.

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