Marvels - O universo Marvel pelos olhos de uma pessoa comum

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Se você fosse listar os maiores clássicos dos quadrinhos, qual títulos escolheria? Provavelmente Guerra Civil, Cavaleiro das trevas, Reino do amanhã e, talvez, Marvels. Esse último é o mais único de todos, como vamos ver no texto a seguir.

Nada de super-heróis


Marvels retrata o mundo dos heróis Marvel, mas pelos olhos de Phil Sheldon, um fotógrafo jornalista que acompanhou o surgimento dos heróis, chamados por ele de "Maravilhas".

Na primeira parte, ele acompanhou a criação do primeiro Tocha Humana, a primeira aparição de Namor e o nascimento do Capitão América. Nessa época, ele perdeu o olho enquanto tentava fotografar a luta do príncipe submarino e o Tocha. Confesso que esse primeiro Tomo é um pouco arrastado e maçante. Mas achei legal a aparição de J. Jonah Jameson jovem e uma participação de Nicky Fury antes da Shield. O ponto alto é quando percebemos o quanto o nosso protagonista se sente pequeno e inseguro diante desses deuses.


Na segunda parte, situada anos depois, o mundo já é o que conhecemos hoje e é o que me fez continuar com a leitura. Já existem os Vingadores, O Quarteto Fantástico, o Homem-Aranha e os X-Men. Podemos ver como é o preconceito contra os "Mutunas", e como esse ódio generalizado é gratuito, justificado por "eles querem escravizar a raça humana". Se prestarmos atenção, percebemos como todo esse preconceito é mais um pânico generalizado, onde a maioria das pessoas é levado por uma multidão, o famoso "comportamento de manada". Phil é um desses "Maria vai com as outras", até descobrir que uma criança mutante está escondida em sua, começando a entender como tudo é irracional.


Na terceira parte (a minha favorita), mostra a chegada do Surfista Prateado e o confronto entre os 4 fantásticos e o devorador de mundos conhecido como Galactus. Não temos outra coisa para notar a não ser o medo da população ao ver aqueles que os protegiam sendo derrotados. A conclusão desse tomo nos mostra como as pessoas podem ser oportunistas, porque estão todos "crucificando" os heróis, até que precisem deles, para depois voltarem a crucificá-los, o que nos leva ao quarto e último Tomo.


Aqui, Phil, que já lançou o seu livro sobre as Maravilhas e está fazendo um grande sucesso, quer limpar o nome do Homem-Aranha, acusado de causar a morte do capitão Stacy. Depois de tanto investigar, ele consegue conversar com Gwen Stacy. Tudo ocorreria melhor do que o esperado, se a moça não fosse raptada pelo Duende Verde, e posteriormente, morta. O choque faz com que Phil se afaste das Maravilhas e finalmente se dedique a sua família. 

Eu posso não ter entendido muito bem, mas creio que ele tenha vivenciado tanta injustiça, coisas chocantes nesse universo de super-heróis, que percebeu como algo pode se tornar tão corriqueiro, como a morte de um civil, que pode ser ignorada e tudo voltar ao normal logo depois ( minha opinião).

E aí?!


Não tenho muitos argumentos para dizer o que gostei ou não, apesar de ter falado que em alguns momentos que a leitura foi maçante.

 Claro que eu amo o realismo de Alex Ross, e achei genial a idéia de mostrar esse lado civil do universo Marvel, para termos uma ideia de que todas as "Maravilhas" sofrem julgamento, preconceito, perseguição, mas como é dito em certo momento da história, eles não estão para agradar ninguém, mas para proteger os inocentes.

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