World Pop Festival - Novo evento velho lugar

Compartilhar:

Ano passado, a Yamato, que era a empresa organizadora do Anime Friends desde 2003, vendeu os seus dois maiores eventos para o grupo Rograne, do seguimento de bebidas que criou a Fontt Energy Drink. Eu achei na época que a Yamato fecharia as portas, mas no começo de 2018, eles ressuscitaram o Anime Dreams, um evento que ficou conhecido no passado por deixar todo mundo ilhado, e que já tinha acontecido pela última vez dois anos antes. Mas, e o grande carro chefe deles? Após o Dreams, tivemos o anúncio do World Pop Festival, um evento que aconteceria em julho, tapando o buraco da Yamato (ui), e voltando a um lugar já conhecido do público, o centro de convenções Mart Center, em São Paulo.

Eu tive a oportunidade de comparecer ao evento nos últimos 2 dias, que ocorreu nos dias 19, 20, 21 e 22 de Julho, trazendo atrações como a banda Flow, o cantor Kaya, a lenda dos tokusongs, Akira Kushida, os atores Takumi Tsutsui e Hiroshi Tokoro, respectivamente intérpretes de Jiraya e Jiban, a atriz da Paty do chaves, além de um  show com cantores brasileiros oficiais  de animes. Porém, nem tudo são flores, na verdade, era tudo mato.

Primeiramente, essa crítica não é apenas minha, já que todos que conversei disseram a mesma coisa, que o local estava uma droga. Parecia um galpão abandonado, tanto que compararam com um cenário de luta de tokusatsu e a um filme pós-apocalíptico. A falta de cuidado não para por aí, além de um corredor cheio de mato e pichações em diversos lugares, os banheiros estavam quebrados, sem papel ou luz descendente, além de uma tarântula enorme em um dos banheiros femininos. 


sim, isso era uma area de ligação entre locais do evento

Além disso, tirando as atrações que citei, tinha pouca coisa em quesito de lojas, estandes ou atividades. Mas o que mais irritou, foi a falta de organização entre diversos palcos, alguns vazios na maior parte do tempo, de difícil localização, além de alguns ficarem literalmente lado a lado, o que atrapalhou algumas coisas, por exemploa entrevista com o Kushida.




"Ah Ricardo, então você não curtiu o evento?", não é bem assim, devo concordar que chegar cedo demais deixou tudo mais maçante (o que já está errado), mas não vou negar que teve coisas boas. O show do Kushida foi a melhor coisa do evento, principalmente para mim, que nunca tinha visto ele cantando sozinho. Além disso, tivemos a emocionante hora em que Jiban recebeu um capacete do herói que viveu nos anos 80, seguido do ator cantando o tema em lágrimas de emoção.



O Kaya também consegue passar uma energia enorme, mesmo para mim que só ficou metade do show (eu só queria ouvir Chocolat). Além disso, a nostalgia de ver os cantores brasileiros de DBZ, CDZ, Inu Yasha e Pokémon foi como realizar um sonho de infância meu.

Infelizmente, tivemos poucas pessoas, e poucos Cosplayers também, se compararmos a eventos anteriores. Até mesmo nos shows o número estava menor do que antes. Isso tudo está me fazendo pensar se teremos uma segunda edição ano que vem, porque seria bom ter uma alternativa ao AF.

Enfim, a Yamato acertou na nostalgia, mas errou no lugar e na organização, além da data, que caiu duas semanas depois do concorrente e no mesmo dia do Festival do Japão. 

Galeria com os Cosplayers


Entre diversos momentos, esse foi um dos mais marcantes para mim

Nenhum comentário