Você lembra de "A volta do incrível Hulk"


Se você é muito jovem, com certeza não se lembra da série do Hulk. Sim, jovem leitor, o gigante esmeralda já teve uma série de TV, onde o falecido Bill Bixby interpretava o Dr. David Bruce Banner, que tinha esse nome pois achavam que Bruce era um nome homossexual (é sério). Seu alter-ego super forte era interpretado pelo fisiculturista Lou Ferrigno, que chegou a fazer participações nos últimos filmes do monstro. A série durou de 1977 a 1980, tendo três filmes lançados posteriormente, sendo o primeiro deles, e tema do texto de hoje, "A Volta do Incrível Hulk" que trazia um encontro do Hulk com ninguém menos do que Thor, o deus do Trovão


A volta do Incrível Hulk


A trama mostra o Dr. David Banner após o fim da série, onde ele está dois anos sem se transformar no gigante esmeralda. Ele criou uma máquina capaz de controlar os raios gama, mas o teste é interrompido por Donald Blake, um antigo admirador do Dr. Banner, que quer ajuda com um martelo encontrado em uma tumba no norte da Europa, que faz com que o rapaz conviva com o espírito de um guerreiro nórdico. Mas quando uma nova ameaça começa a rodear a vida desses dois, eles vão ter que controlar os seus demônios internos e agir juntos.

Thor, o Pokémon do trovão


Esse filme trouxe um dos primeiros crossovers entre heróis da casa das idéias, muito antes de imaginarmos um UCM. Mas, se você acha que Thor Ragnarok foi o cúmulo por ter transformado o deus do trovão em um comediante, pois fique sabendo que isso não é de agora. O Thor de 1988 era um bobão, arrogante e completamente deslocado. Mas o que mais me incomodou foi o fato do herói ser apresentado mais como um encosto e depois como um Pokémon. Nos quadrinhos, Donald Blake é um médico que troca de lugar com o filho de Odin, literalmente, e aqui, o cara o invoca para lutar, e fica olhando de longe enquanto o brutamontes, vestido com uma armadura viking, soca os bandidos.

Não que eu tenha achado ruim, na verdade, até achei legalzinho esse jeito cômico e o fato de transformarem o Blake em um parceiro, mas não condiz com o que eu conhecia do personagem, sem  contar que foi uma mudança desnecessária. Se tivessem criado outro personagem, até daria para comprar a idéia de boa, mas parece que ninguém gosta de seguir a fonte e muito menos de criar franquias novas.

Hulk sim, incrível talvez

A capa não fazia parte do figurino

 Lembro de ter ouvido minha mãe dizendo que não fazia sentido o Hulk perder para o Thanos em Guerra Infinita, e que isso nunca teria acontecido na época dela. Só que esqueceram de contar para ela que o gigante esmeralda de 70/80 tinha que se defender de tiros colocando uma mesa na frente. O personagem original não só nunca faria isso,  como também nunca perderia para algo tão banal como um dardo tranquilizante. Sim, nesse filme ele é atingido por um dardo tranquilizante, dois na verdade, e não consegue mais se levantar, sem contar que a transformação quase não aconteceu (olha só, por pouco não curaram o Banner). 

Eu sei que existe as limitações orçamentárias, e como estamos falando de um filme para televisão na década de 80, não havia tecnologias para fazer o Thor voar, arremessar o martelo de um jeito que não ficasse ridículo, o Hulk derrubar helicópteros, etc. Mas, fazer o efeito do monstro imparável, e a prova de balas, não precisava de muito, na verdade, não precisava de nada, só deixar os vilões atirando enquanto o Hulk continua indo para cima deles. Mas não, eles tinham que humanizar até o Hulk.

Enfim, Se esse Hulk perdeu para um dardo tranquilizante, imagina para o Titã Louco. Aliás, não podemos esquecer que os crossovers não pararam por aqui, porque a continuação nos apresenta o Demolidor. Mas isso fica para uma próxima vez (tenho achar o filme primeiro).

Comentários