Um Estranho Professor de Gramática - Pela Primeira vez uma peça de teatro


Desde os primórdios do blog, eu falo de filmes, séries, quadrinhos, entre outras coisas, mas eu nunca falei de uma peça teatral, talvez por fazer mais de uma década que eu não ia ao teatro. Isso teve que mudar quando comecei estudar artes cênicas (mas isso é uma longa história que fica para outra vez), e os nossos mentores exigiram que fôssemos ao teatro, principalmente porque a apresentação era deles. Mas vamos falar do que realmente importa.

Um estranho professor de Gramática


Na trama, somos apresentados aos três alunos, Eduardo, Cecília e Débora, que vão à casa do professor, para ter aulas particulares. Logo na primeira cena, eles encontraram Rita Rosa, a governanta, que deveras tão macabra quanto a casa, que lembra aquelas casas mal-assombradas do Chapolin Colorado.

Apesar de ter fama de louco, e já ter sido expulso de todas as escolas em que lecionou, o homem, já de idade, sofre de problemas cardíacos, que só pioram quando ele vê as dificuldades gramaticais que os alunos apresentam.

Pastelão ao molho clássico


A peça me lembrou muito o estilo de séries como Chaves, Trapalhões e Sai de Baixo, com aquele humor característico, quase circense. Principalmente quando falamos de personagens específicos como Cecília, que leva a história nas costas, sendo responsável pelas maiores gargalhadas do público, fazendo o papel da pessoa "burrinha". Junto com ela, Rita Rosa também rouba a cena. Inesperadamente engraçada com seus mais variados figurinos e um ar de mistério importante para o desenvolvimento.

Porém, teve algumas coisas que me incomodaram. O figurino de Eduardo, Cecília e Débora, além da maneira que eles agem, e até a situação em que são apresentados (de alunos de recuperação), indica que eles são crianças, ou no máximo adolescentes. Só que no final, é dito que Eduardo já tinha passado dos 17 anos, e até já teria tido bigode, o que me deixou meio confuso, porque parecia que eles teriam usado a mesma ideia do Chaves, em que adultos interpretam crianças. Além disso, eu achei a peça sem uma conclusão, poderiam ter colocado mais coisas, mesmo que fosse uma solução bobinha, mas algo que me faça entender que acabou,  e que não seja as cortinas se fechando.

Vale a pena?


Muito. Você ri do começo ao fim, se apaixona por alguns personagens. O único problema é que o final não me dá uma sensação de conclusão.

imagens: Relatos de um pirado, Gazeta News de Guarulhos, Youtube.

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