A lenda do rei macaco - Uma fábula chinesa que surpreende

    

Caro leitor, com certeza você conhece Dragon ball e seu protagonista, Son Goku. Mas por acaso sabe se onde saiu a inspiração para esse personagem? Uma das inspirações para Goku foi um dos personagens da novela chinesa Jornada para o Oeste, o rei macaco.

Esse personagem ganhou dois filmes, uma animação e uma série em Live-Action, disponíveis na Netflix, intitulado A lenda do Rei Macaco, contudo, quero falar só dos filmes por enquanto.

  A fonte


Em A jornada do Oeste, o rei macaco, conhecido como Sun Wuong, viaja junto do monge Xuanzang para recuperar mantras que estavam na Índia. O personagem era descrito como um ser extremamente forte e rápido, além de poder se transformar em outros animais, objetos e até pessoas. Sua Saga também fala de sua jornada para se tornar imortal.

O primeiro filme


O filme começa com a história da divisão do mundo entre o clã dos humanos, as divindades do céu e os demônios. Como estes últimos não aceitaram o que lhes foi dado, decidiram travar uma guerra com o imperador de Jade, que depois de exilar demônios na montanha de fogo, colocou uma barreira em volta do palácio de jade, impedindo que eles retornassem. A deusa Nuwa usou cristais para consertar a destruição causada, e deles nasceram um macaco, que futuramente aprenderia a técnica das 72 transformações, roubaria o bastão do rei dragão dos mares e iria até o céu para ganhar imortalidade.

Já que eu tenho que falar de algo que gostei, vou falar do visual que é lindo demais. Os cenários não são realistas, mas as cores vivas  deixam tudo com um ar mais fantástico do que cenários reais, e isso também vale para os personagens antropomórficos, que ficaram relativamente realistas, mesmo tão coloridos.

Mas nada me surpreendeu mais do que a batalha final, que pode ser considerada épica. Desde lutas bem coreografadas, como criaturas fantásticas, luta de Kaijuus e tudo mais que o Live Action de Dragon ball deveria ter sido.

Mas claro que teve coisas irritantes, entre elas o protagonista, que é chato para cacete. Isso só piora quando percebemos que a trama é bem arrastada e temos que aturar esse mala sem alça antes dele mitar. 

O segundo filme


Adaptando a jornada do oeste, o filme mostra um monge que liberta Wuong, depois dele ficar preso durante 500 anos por causa de toda a confusão no céu. O rei macaco recebe a missão de acompanhar o monge até o ocidente, recuperar manuscritos sagrados.

No caminho, a rainha demônio tenta sugar a imortalidade do monge, manipulando a situação para fazê-lo achar que o rei macaco está matando inocentes, deixando Wuong de mãos atadas, já que se ele não matar, ele falha em proteger o monge, mas se ele matar, ele perde a aprovação do amigo.

O filme melhora no protagonista, que de um cara chato passou a ser alguém de presença. Porém, aquele estilo fantástico e colorido foi substituído por um tom Dark e sério, e até sério demais. Sem contar que o único alívio cômico, o homem porco Badhi, é muito sem graça. 

Talvez você se pergunte: "Ah Ricardo, mas o filme não é épico também?",  ele tenta, mas não traz novidade nenhuma.

Vale ou não a pena


O primeiro vale, e vale muito. É uma fábula divertida de se assistir, contudo, deveria ter parado no primeiro ou mantido os mesmos elementos, já que a mudança é brusca demais e não traz inovação alguma.

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