Review: South Park temporada 1 ep 9


Eu lembro de quando era criança e gostava daqueles cadernos do South Park. Alguns vinham com o quarteto principal na capa, outros vinham com personagens aleatórios, como o "Mr. Hank", que sempre me intrigou pelo simples fato dele ser um cocô, literalmente. 

Apesar disso, eu só achei o tal episódio em que ele aparecia em 2018 e fiquei bem perplexo com o tema extremamente atual abordado na história, mesmo essa sendo a temporada de 1997. E o mais interessante, tendo o excêntrico ser escatológico como foco.

 Na trama, vemos a mãe do Kyle o proibindo de participar de uma peça teatral com o tema nascimento de Jesus, devido a família serem seguidores do judaísmo. Sendo expulso da peça, Kyle logo é questionado sobre suas crenças natalinas e ele conta sobre a sua versão do Papai Noel, o tal Mr. Hank, adaptado na tradução como Soretinho, o cocô de natal. Se isso já não bastasse, apenas Kyle consegue ver a entidade e mais ninguém, o que causa situações muito constrangedoras, porque quando o dito cujo aparece, todos só enxergam fezes por todos os lados e concluem que o menino ficou louco.


Mas como South Park não é bem sobre fantasia, a crítica social acontece paralelamente a isso. Por causa da suposta ofensa a família Broflovisk, o caso foi levado à prefeitura, que decidiu retirar todos os elementos ofensivos da festividade. Mas só que sempre tem um grupo que se ofende com algum detalhe, e no fim, não sobra nada da tradição natalina (isso te lembra alguma coisa?). E quando a peça escolar é apresentada (sem o Kyle, que foi internado em um hospício), ela já havia sido descaracterizada ao extremo. Mas para variar, ninguém admite que estragou o natal, sempre apontando o dedo na cara do outro grupo, sendo que todos tem uma parcela da culpa (eu realmente não lembro onde vi isso #ironia).

No final, o Soretinho aparece para todo mundo e salva o dia, que vão se desculpar com Kyle. Mas durante os créditos, vemos Jesus comemorando o natal sozinho, refazendo aquela velha crítica de que o natal é tudo, menos uma data religiosa.


Enfim, South Park é ácido quando se trata de abordar temas, e não é desenho para os fracos. Falei e saí correndo.

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