Vamos falar sobre Kobayashi-san no chi maid dragon


Todo mundo em algum momento da vida já pensou em ter uma empregada em casa, tanto mulheres como homens. As donas de casa, as vezes, gostariam der ter uma ajuda para o excesso de trabalho, ou aquelas que trabalham fora e acabam ficando sem tempo para cuidarem de todas as tarefas  de sua casa. Já os homens, ou por trabalharem fora ou por preguiça mesmo (claro, tem excessões), acabam sempre contratando alguém para fazer a maior parte do trabalho domestico (sem contar aqueles com algumas "fantasias" mais apuradas ( ͡° ͜ʖ ͡°) ).

Não importa em qual grupo você se encaixa, em algum momento já imaginou se sua empregada fosse um dragão (no sentido literal da palavra), que ficasse cozinhando sua própria cauda (que tem veneno inclusive) e fosse completamente apaixonada por você? Pois é, esse é o tema do anime  "Kobayashi-San no chi Maid Dragon", que é o artigo de hoje.  

A obra


A empregada Dragão da Senhora Kobayashi, ou Kobayashi-san no chi Maid Dragon, foi um mangá escrito e ilustrado por Coolkyoushinja, a partir de Maio de 2013 na revista  Futabasha's Monthly Action. Depois do fim do mangá, um anime foi produzido pela Kyoto Animation, durando 13 episódios.

Vamos conhecer os personagens


O mais interessante é que cada personagem tem seu companheiro humano, e podemos falar deles em duplas.

Kobayashi é uma mulher que bebeu um pouco mais da conta depois de um dia bem estressante no trabalho. Depois de perder a estação em que ia descer, ela acaba dentro das montanhas onde encontra um dragão, com uma espada fincada em suas costas. Então, ela tira a espada das costas do Dragão (por não ter fé) e depois o convida para beber com ela. Nessa hora, o monstro toma uma forma humana e aceita o pedido. Durante  a conversa, Kobayashi faz o convite para ser sua empregada.

Depois de um tempo, quando Kobayashi chega em sua casa (sóbria desta vez), ela encontra Tooru (o dragão da outra vez) em sua forma humana, mas vestida de empregada, dizendo que aceitou o seu pedido. Claro, a protagonista não lembra de nada. Tooru vai aprendendo aos poucos a ser uma empregada e a conviver com os costumes humanos. 



Os amigos de Tooru acabam procurando a garota no mundo humano, causando um furdúncio na vida da Kobayashi. Como é o caso de Kanna, uma dracena (dragão-fêmea) em idade pré-escolar, com o visual baseado no povo indígena de Hokkaido. Ela foi banida do "outro mundo" e tenta convencer Tooru a voltar, porém, ela começa a aceitar Kobayashi como uma figura materna. Na escola, ela conhece Riko, uma garota que, de inicio, não vai com a cara de Kanna, mas com o tempo, ela começa a gostar da pequena dragão, tendo reações muito duvidosas em relação a amiga. 

Aliás, o shoujo Ai, ou o relacionamento homossexual implícito entre garotas, não é novidade, já que desde Sailor Moon já estava aí (creio que de antes até). Mas em "Kobayashi san chi no Maid Dragon", a coisa é um pouco mais bizarra. Riko fica igual ao Brock de Pokemon quando vê uma mulher, toda vez que Kunna faz alguma coisa fofinha. "Ah, mas esse tipo de relação é normal em animes". Concordo, mas são crianças em idade pré-escolar. Aliás, esse anime me fez pensar sobre os limites que os autores estão pondo em suas obras.



E por falar em coisas polêmicas, não posso esquecer de Luccoa, que não é um dragão e sim uma deusa, só que rebaixada de seu cargo. Durante a série, ela não deixa que digam o que ela aprontou, mas sabemos que ela ficou bêbada e se envolveu em um escândalo com sua irmã, a deusa asteca Quetzalcoati. Ela é a menos discreta de todos os personagens, tendo seios enormes, sempre usando roupas muito curtas e chamativas, deixando muitos deles sem jeito. Em um determinado episódio, ela passa a viver com Shota, um garoto de uma família de magos que tentou invocar um demônio, mas Luccoa aproveitou a entrada e foi ao encontro do garoto. Shota tem uma grande timidez, principalmente com relação a mulheres, e Luccoa tenta ajudar da pior maneira possível, como por exemplo, tomando banho com ele, deitando em cima dele com os seios em seu rosto, deixando-o sempre apavorado.

Não me levem a mal, mas eu não conseguia parar de enxergar (pelo menos no inicio) uma relação quase sexual entre um  garoto na média de 10 anos de idade e uma mulher adulta, e o pior, sem o consentimento do menino. Olha, não consegui parar de pensar na merda que daria caso os gêneros dos personagens fossem invertidos. Falei e saí correndo.




Deixando as polemicas de lado, vamos falar de Fafnir e Makoto. Fafnir é o tipo de dragão que vê os humanos de uma maneira bem inferior a dele, sempre sendo arrogante, indiferente e assustador. Kobayashi o manda morar com o seu amigo de trabalho, Makoto Takiya. Fafnir, de inicio, se mostra bem resistente, mas acaba se encantando por jogos eletrônicos por qual Takiya é apaixonado.

No ambiente de serviço, Takiya é bem normal, mas em casa, ele se torna um otaku bem estereotipado, mudando até o seu estilo de se vestir, com um óculos redondo e uma espiral nas lentes, e dentes expostos, lembrando até um rato. 



Elma é a única personagem que não encontrou o seu par. Ela é um dragão do clã da ordem, rival do clã do Caos, ao qual Tooru pertence. Ela acaba trabalhando no mesmo lugar que Kobayashi, mas tem uma grande indecisão em tudo que vai fazer. Na minha opinião, essa é a personagem mais apagada do anime inteiro. Demora para aparecer, e quando aparece, se resume apenas a pequenas pontas.

Eu quero um Dragão para mim


Apesar dessas polêmicas, o anime é perfeito para quem gosta do cotidiano, mas com um toque de fantasia, batalha entre monstros com super-poderes, comédia, bizarrices, Ecchi, etc. A relação entre Kobayashi e Tooru é o ponto forte do anime, sendo um "bromance", melhor do que o do Bucky e do Capitão América da Marvel. Chega a ser engraçado, com episódios bem interessantes e até relaxantes de se ver, fazendo qualquer um querendo ter seu dragão em casa.

Kobayashi-san no chi maid dragon está disponível no CrunchyRoll.








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